terça-feira, 3 de maio de 2022

Um poema | No mês de maio


Amanhã não estaremos já neste lugar
amanhã a cidade já não terá o teu rosto
e a canção não virá cheia de ti
escrever em cada árvore o teu nome verde.

Amanhã outros passarão onde passámos
farão os mesmos gestos dirão as mesmas palavras
dirão um nome baixo um nome loucamente
como quem sobre a morte é por instantes eterno.

Amanhã a cidade terá outro rosto.
Nós não estaremos cá. Mas a cidade
já não será contra o amor amanhã quando
os amantes passarem na cidade livre.

Nós não estaremos cá. Voltaremos em Maio
quando a cidade se vestir de namorados
e a liberdade for o rosto da cidade nós
que também fomos jovens e por ela e por eles

amámos e lutámos e morremos
nós voltaremos meu amor nós voltaremos sempre
no mês de Maio que é o mês da liberdade
no mês de Maio que é o mês dos namorados. 
 Manuel Alegre, "Nós voltaremos sempre em Maio"
Imagem: Copyright - takaclip

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Leituras na Biblioteca

O que as imagens nos dizem? Como construímos uma narrativa com alguns sinais visuais? Como os relacionamos? Uma menina, uma laranjeira, uma árvore de fruto, um circo, a praia, como as ligamos? Algumas respostas...

Era uma vez uma menina que gostava muito da natureza, em especial das árvores, dos animais e sentia-se muito feliz. 
Todos os dias ela ia brincar ao ar livre.
As suas estações do ano preferidas eram o verão e a primavera, pois podia ir mais vezes para a natureza.
No verão ela gostava muito de ir nadar no mar da praia. E na Primavera gostava de ouvir os pássaros a cantar as suas melodias.
Ela era uma menina saudável porque comia muitos frutos. A sua árvore preferida era a laranja.
Ela sentia-se muito feliz na natureza.
Algumas das ideias visuais construídas pelos alunos (3.º/4.º de Guilheta)

 

 
                            (Ilustrações de Valentina, Ema, Martim e Inês - EB de Guilheta)


Biografias dinâmicas - Inglês

  Apresenta-se um primeiro conjunto de apresentações biográficas realizadas na disciplina de Inglês, com base na aplicação Genially. Com ela os alunos puderem criar de uma forma mais dinâmica um conjunto de informações suportadas em imagens e apresentações sobre algumas figuras da cultura e do conhecimento universal usando para isso a língua inglesa. Para aceder aos links da aplicação basta clicar na imagem.

Soraia Lemos, 6.º FA


Leonor Carvalho, 6.º FA

 
Inês Santos, 6.º FB


Alexandre Costa - 6.º FB


Leituras - Olá Farol

De acordo com a temática do AEARS - Literacia dos Oceanos -, e no âmbito da leitura orientada da obra "Olá, Farol!", realizada em articulação coma a Biblioteca Escolar, os alunos (4.º FK) foram desafiados, nas férias da Páscoa, a visitar e a construir um farol, usando materiais reciclados. Outros alunos realizaram também trabalhos de pesquisa e ilustrações, relacionados com os faróis.

Com muito entusiasmo, puseram "mãos à obra" e construíram verdadeiras obras de arte, que se encontram expostas na entrada do Centro escolar de Forjães.

Os textos e trabalhos decorrentes da abordagem à temática dos faróis e deste livro serão organizados num mural digital a publicar até ao fim do ano, por esta turma e pelas restantes que participarem neste projeto.


 
 
 
 
 

O século XX | Henri Matisse


Henri Matisse foi um dos nomes mais importantes da arte do século XX. Integrou-se no movimento do Fauvismo, mas ultrapassou-o em muitos dos seus aspetos. Na verdade, a leitura que fizeram da arte deram-nos a possibilidade de compreender o mundo com outros dimensões e ou critérios. Matisse influenciou muitos outros artistas e apoiou a sua criação.

Em Matisse a cor expressa-se de uma forma espantosa. A cor atrai-nos, no modo como foi expressa e ele é claramente um rutura no século XX. Com ele a ideia de belo, de leitura emotiva do mundo está presente, ao contrário de muita da arte desse século. A arte de Matisse pode servir de consolo, de conforto, o que aliás funcionou para ele próprio. a pintura como sublimação de uma inquietação.

Matisse pintou de forma variada e de o impressionismo o influenciou, teve trabalhos que quase tocam a abstração. Assim evoluiu de um período experimental, onde se podem assinalar por exemplo A Conversa, de 1909, no que é a construção de um diálogo e de um silêncio entre duas figuras, ou Odalisca de 1923,  onde celebra algo, a realidade concreta, uma exploração dos sentimentos.

As esculturas de papel são algumas das suas criações que se aproximam da abstração. Les Bêtes de la Mer, de 1950 são já da fase final da sua vida, onde o espaço cromático é invadido de formas geométricas de elementos marinhos. a junção da cor e das formas dá-lhe uma beleza muito especial-

Semana das Línguas


 

domingo, 1 de maio de 2022

As Maias

No dia um de maio é costume sobretudo no mundo rural celebrar-se "as Maias". Trata-se de uma festividade antiga que remonta às civilizações mais antigas. Desde as civilizações agrícolas na Pré-História diversas culturas celebraram o culto da fertilidade da Terra. Esta tradição hoje mantém-se e caracteriza-se pela colocação de giestas amarelas na porta da casa de cada família.

"As Maias" estão ligadas ao fim do Inverno e ligam-se à ideia de proteção e de fertilidade da Natureza, anunciando a Primavera, de um modo mais efusivo. A escolha das giestas justifica-se pela facilidade em serem colhidas no campo e escolhem-se as amarelas, pois elas têm um significado muito ligada à cor e à vida. 

A civilização romana já comemorava "as Maias". Na verdade "Maia" era a deusa romana da fecundidade e era a deusa mãe de Mercúrio, que era o mensageiro dos deuses na mitologia romana. Roma celebrava a Floralia que se realizava no início de maio e que procurava celebrar a deusa Flora e a própria Primavera.

Existem diferentes narrativas ligadas às "Maias" na cultura cristã, como suporte da história bíblica no Egito e da proteção de Jesus nesse seu caminho.

As culturas pagãs também foram muito marcadas pelas "Maias", nomeadamente nos Celtas e mais uma vez a sua finalidade era invocar a proteção da Natureza. Em diferentes países europeus esta tradição mantém, embora com particularidades próprias, como seja "O mastro de Maio" na Europa Central, ou o Maio-Moço, como é conhecido em algumas regiões de Portugal. No Minho a colocação de giestas durante a noite anterior a um de maio simboliza a proteção para os dias primaveris e que os "maus espíritos" sejam afastados. É genericamente uma festividade ligada aos rituais agrícolas e aos tempos da Terra.