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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Biografia (VIII)

O Infante D. Henrique foi o responsável pelos descobrimentos portugueses durante os reinados de D. João I, D Duarte e parte do reinado de D. Afonso V. Ficou conhecido por o Navegador, mas foi-o de terra firme. O seu epíteto advém da forma como protegeu e instigou as primeiras viagens expansionistas, ficando para sempre ligado a este glorioso período da História de Portugal, sendo decisiva a sua ação no Norte de África e no Atlântico.

        A D. Henrique devem-se feitos como a tomada de Ceuta em parceria com seu pai e irmãos, embora também tenha participado no desastre de Tânger, a armada das Canárias, a guerra que os seus navios faziam aos infiéis, principalmente aos piratas; o povoamento das "descobertas" ilhas Atlânticas, particularmente notável na Madeira.

        Foi ele quem mandou vir da Sicília a cana-de-açúcar e os "técnicos" para supervisionarem o seu cultivo e a sua transformação, fazendo da Madeira uma importante região produtora de açúcar.

        D. Henrique era um homem muito poderoso, como o atesta o título de Infante. Seguindo a tradição da época, recebeu uma educação exemplar, mas profundamente religiosa. A sua moral enquadra-se dentro do moralismo puritano inglês, que se revela também nos escritos de seu pai e de seus irmãos, preocupados em emitir juízos morais e em dar conselhos. Também ele deixou conselhos escritos e um breve tratado de teologia.

        sua obra já era desde então conhecida na Europa, como atesta uma carta escrita pelo sábio italiano ao Infante, em 1448-1449. O letrado italiano compara os seus feitos aos de Alexandre, o Grande, ou aos de Júlio César, enaltecendo-os ainda mais por serem conquistas de locais desconhecidos de toda a Humanidade. 

Carolina Oliveira, 5.º FA

Biografia (VII) - Garcia da Orta


Garcia de Orta nasceu em 1501 no Castelo de Vide, era filho do mercador Fernando de Orta, originário de Valência de Alcântara, e de Leonor Gomes, originária de Albuquerque.

Ele frequentou as universidades de Salamanca e Alcalá, onde estudou gramática, artes e filosofia natural, provavelmente a partir de 1515, tendo-se licenciado em medicina em 1523. Foi também botânico, farmacologista e antropólogo.

Em 1526 obteve licença para praticar medicina e no mesmo ano mudou-se para Lisboa onde se tornou médico de D. João III. Embarcou para a Índia a 12 de março de 1534 como médico pessoal de Martim Afonso de Sousa. Em 1541 casou com uma rica herdeira, Brianda de Solis, com quem teve duas filhas. Foi um médico conceituado em Goa, praticando a medicina no hospital e na prisão de Goa. Em 1563 lançou uma obra que perpetuou o seu nome, que foi o livro “Colóquio dos simples e drogas e Cousas medicinais da Índia”. Está escrito em português na forma de diálogo entre ele e um colega recém-chegado a Goa de seu nome Ruano. 

Núria César, 5.º FA

Biografia (VI) - Duarte Pacheco Pereira

 1. Duarte Pacheco Pereira (1460-1533)

           Com um perfil multifacetado, Duarte Pacheco Pereira destacou-se como cosmógrafo, navegador e heroico guerreiro, durante os reinados de D. João II, D. Manuel I e D. João III. Foi cognominado pelos clássicos como o “Aquiles Lusitano”.

     Duarte Pacheco Pereira nasceu em Lisboa, em 1460, e era filho de João Fernandes Pacheco e de Isabel Pereira. Curiosamente, nasceu no ano em que faleceu o infante D. Henrique. 

    O seu pai, João Pacheco, fez parte de uma expedição contra os turcos no Mediterrâneo Oriental, vindo a morrer em combate na praça de Tânger. Por seu turno, o seu avô, Gonçalo Pacheco, foi tesoureiro da Casa de Ceuta. Duarte Pacheco Pereira era ainda descendente de Diogo Lopes Pacheco, um dos homens que participou na execução de D. Inês de Castro.

1. Adolescência e juventude

Filho de um hábil navegador e neto de um armador, cresceu sempre em contacto próximo com o mar e com histórias das destemidas viagens dos portugueses e das novas terras que iam descobrindo ao desbravar sem medo o oceano.

Essas histórias fizeram com que começasse, desde cedo, a demonstrar um espírito irreverente, com desejo pela aventura e pela conquista de grandes feitos. Ao serviço da pátria desde a sua juventude, com os mais diversos feitos, tornou -se, aos poucos, um dos portugueses mais notáveis naquela época.

3. Principais feitos

  Entre 1480 e 1490, participou em viagens de exploração e reconhecimento do litoral ocidental africano. Em 1488, encontrando-se doente na ilha de São Tomé, foi trazido de volta para o reino por Bartolomeu Dias.

De Janeiro a Outubro de 1490, integrou a guarda pessoal d’el-Rei D. João II.

Mais tarde, em 1494, fez parte da delegação portuguesa que negociou e assinou o Tratado de Tordesilhas em 7 de Junho desse ano, sendo escolhido por D. João II para esta delegação na qualidade de cosmógrafo de excelência. Estudos mais recentes demonstram que, dispondo de meios limitados nessa época, terá conseguido calcular o valor do grau de meridiano com uma margem de erro de apenas 4%.

Entre 1495 e 1499, integrou a missão no Castelo de São Jorge da Mina.

 Em 1500 acompanhou Pedro Álvares Cabral na sua viagem pelo Oceano Atlântico, que culminou com a descoberta oficial do Brasil.

Participou em várias outras viagens, nomeadamente, à Índia, para onde partiu no dia 6 de Abril de 1503, na armada de Afonso de Albuquerque, ao comando da nau Espírito Santo, e teve um papel de destaque na defesa da cidade de Cochim perante a investida da cidade vizinha de Calecute. Regressou a Lisboa em 1505, sendo recebido por todos com grande entusiasmo e aclamado como uma espécie de herói internacional. Nesse ano iniciou a redação da sua obra literária e roteiro náutico “Esmeraldo de Situ Orbis”.

Mais tarde, voltou a S. Jorge da Mina, cidade da qual foi governador e capitão entre 1519 e 1522. No final desse período retornou a Lisboa.

4. Velhice 

Apesar de todos os seus grandes feitos e do papel de destaque que sempre ocupou junto das Cortes de D. João II, D. Manuel I e D. João III, Duarte Pacheco Pereira acabou os seus dias na miséria e assolado por vários desgostos, como a maioria dos grandes homens portugueses

5. Morte e legado

Duarte Pacheco Pereira faleceu no início do ano de 1533 e o seu legado é bastante diversificado.

Doc. 1 * A experiência, mãe de todas as coisas

                “Nunca os nossos antepassados […] imaginaram que viria o tempo em que o Ocidente conheceria o Oriente como agora conhece. Os escritores antigos escreveram sobre isso tantas fábulas que se pensava ser impossível navegar até ao Oriente. Ptolomeu escreveu sobre o Índico como sendo uma lagoa fechada, sendo impossível lá chegar por mar.

                Outros disseram […] que nele havia muitas sereias e animais nocivos, pelo que esta navegação se não podia fazer […].

Como a experiência é a mãe de todas as coisas, por ela soubemos radicalmente a verdade.”

Duarte Pacheco Pereira, Esmeraldo de Situ Orbis 


A sua obra “Esmeraldo de Situ Orbis” - iniciada em 1505 após o seu regresso a Lisboa e que foi interrompida no ano de 1508, ficando assim incompleta, e que apenas foi descoberta a partir do séc. XIX - apresenta-se como uma das mais importantes obras literárias representativas da escola náutica portuguesa. Esta obra, conhecida na época como um regimento náutico, ao mesmo tempo que contesta o saber livresco tradicionalmente aceite, destaca o papel da experiência como fonte do conhecimento (doc. 1) e veio revelar uma outra faceta de Duarte Pacheco Pereira, constituindo um autêntico roteiro pela costa ocidental e oriental de África. Nela, o autor apresenta constantes comentários e dá várias indicações de que durante uma das suas viagens, em 1498, teria sido incumbido de descobrir “uma tão grande terra firme” a ocidente do Oceano Atlântico, partindo do arquipélago de Cabo Verde. Nesta obra incompleta destaca-se então o papel ativo de Duarte Pacheco Pereira como roteirista.

Surgem neste contexto várias especulações de que poderia efetivamente ter alcançado a costa brasileira durante essa expedição, partindo propositadamente e de forma secreta em direção a Oeste desde o arquipélago de Cabo Verde. A ser verdade e porque a zona onde chegou, estaria localizada no domínio de influência de Castela, o feito não foi divulgado publicamente, evitando assim confrontos com a coroa castelhana.

O tratado de Tordesilhas foi considerado o tratado mais importante do séc. XV e todo o saber científico de Duarte Pacheco Pereira revelou-se um elemento fundamental na defesa dos interesses dos portugueses.

Doc. 2 *

                “ […] e por não alargar mais a matéria, leixo de dizer as particularidades de muitas cousas que este glorioso Príncipe mandou descobrir por mim e por outros seus capitães em muitos lugares e rios da costa da Guiné, dos quais, em tempo do Infante Dom Anrique e del-Rei Dom Afonso, a costa do mar somente era sabida sem saber o que dentro nelas era; […]”

Duarte Pacheco Pereira, in Prólogo de Esmeraldo de Situ Orbis


Esta informação do prólogo (doc. 2) confirma o seu envolvimento nas explorações africanas, durante o reinado de D. João II, e os passos decisivos para um conhecimento mais profundo da África Ocidental e dos seus povos, uma etapa fundamental para alcançar, mais tarde, o tão desejado mercado de especiarias no continente asiático. De realçar que, com a descoberta oficial do Brasil, efetuada pela armada de Pedro Álvares Cabral, em 1500, não foram valorizadas publicamente as navegações realizadas anteriormente por este hábil e destemido navegador.

Miguel Gonçalves - 5..º FA

Poesia visual - As naus de verde pinho

Biografia (V) - João Gonçalves Zarco

        

João Gonçalves Zarco nasceu em 1390 em Portugal Continental e faleceu no dia 21 de novembro de 1471 com 81 anos no Funchal foi casado com Constança Rodrigues com quem teve um filho chamado Rui Gonçalves da Câmara. Teve dois netos, o João Rodrigues da Câmara e o Antão Rodrigues da Câmara e dois bisnetos, Mécia Pereira e Rui Gonçalves Pereira.

       Descobriu a Madeira com Tristão Vaz Teixeira. Estes navegadores terão descoberto primeiro Porto Santo e, só depois, a ilha da Madeira. João Gonçalves Zarco queria construir uma escola e acabou por conseguir. A escola tem o seu nome “Escola Secundária João Gonçalves Zarco” que fica na avenida Villagareia de Arosa. Era um fidalgo da casa do Infante D. Henrique. Combateu na tomada de Ceuta e foi comandante de várias expedições marítimas.

        Quando Gonçalves Zarco faleceu, a população portuguesa fez-lhe uma homenagem, construindo uma estátua na praça Gonçalves Zarco.

6.º FA

terça-feira, 29 de junho de 2021

Mar e artes

O projeto “Mar e Artes” pretendeu implementar e desenvolver, de forma articulada e transversal, aprendizagens nas áreas da Educação Artística do currículo do 1º Ciclo do Ensino Básico: Dança, Música, Expressão Dramática/Teatro e Artes Visuais, tendo como ponto de partida a obra “A Onda”, de Susy Lee. O tema do livro está de acordo com um dos temas do Projeto Educativo que está a ser desenvolvido no AE António Rodrigues Sampaio – “A literacia dos oceanos- Escola Azul”. O projeto foi aplicado em duas turmas da EB de Forjães, a turma FE (1º ano) e a turma FH (3º ano).

Em anexo, no link abaixo, o vídeo

 Mar e artes


sexta-feira, 25 de junho de 2021

Vídeo - Estudo estatístico

A turma do 8FA realizou um estudo estatístico em que envolveu todo o 3º ciclo da E.B. de Forjães sobre Vida Sustentável. Foi um trabalho de articulação entre as disciplinas de Matemática, Ciências Naturais, Inglês, Português, TIC e Cidadania.

 O 9.º FB realizou um estudo similar, mas sobre "Hábitos de Vida Saudável". O resultado final são dois pequenos vídeos que de seguida se apresentam.


8.º FA

9.º FB

terça-feira, 22 de junho de 2021

Literacia do oceano


As alunas do CAA da EB de Forjães desenvolveram uma atividade muito interessante, 
no âmbito do meio ambiente saudável e mares sem microplásticos. 

A propósito do projeto do Agrupamento, “ForMar Cidadãos Agentes de Mudança”, devemos fomentar, todos os dias, o espírito de cuidar do meio ambiente pois verificamos que com a pandemia o céu ficou mais azul e as águas mais translucidas, a natureza grita de alegria, respira-se!

As alunas do CAA EB FORJÃES, tiveram oportunidade de abordarem sentimentos, a importância da natureza na sua saúde mental, física e orgânica e darem a sua opinião sobre o tema. Desta forma serão leitores mais críticos e reflexivos, apesar das suas limitações intelectuais. A Responsável pela atividade foi a professora Madalena Sá, tendo tido a colaboração das colegas, Carolina Faria, Fernanda Meira, Helena Teixeira da Mota e Raquel Gonçalves.




sexta-feira, 18 de junho de 2021

Texto

     

   Na minha visita ao Centro Cultural de Forjães, foi-me mostrado quadros pintados em azulejos, que diziam: "Um grande Rei, de lá das partes Onde, / O céu volúvel, com perpétua roda, / Da terra a luz solar com a terra esconde, / Tingindo a que deixou de escura noda, / Ouvindo do rumor que lá responde /O eco, como em ti da Índia toda / O principado está, e a majestade, / Vínculo quer contigo de amizade." (Os Lusíadas, Canto VII, Estrofe 60).
   Este quadro foi um dos mais importantes que nos foi mostrado nesta visita de estudo. Também pudemos ver um quadro que representava o Adamastor a enfrentar as caravelas no Atlântico.
    O centro cultural de Forjães foi em tempos uma escola e podemos ver objetos antigos, como uma balança, diversos pesos e um higrómetro que servia para medir a humidade, indicando o estado do tempo. 
    No final visita conhecemos o auditório, onde antes eram encenadas peças de teatro e realizadas diferentes atividades.

Afonso Ribeiro, 5.º FB

terça-feira, 15 de junho de 2021

Biografias (IV) - Fernão de Magalhães

   
    Fernão de Magalhães foi um navegador português que realizou a primeira viagem de circum-navegação. Nasceu em Sabrosa, no dia 3 de fevereiro de 1480 e faleceu a 20 de abril de 1521 nas Filipinas.
   Depois de perder o respeito do rei de Portugal renunciou à sua nacionalidade e ofereceu os seus serviços a Castela e ao seu rei. Em 1519, iniciou a sua viagem que veio a pro9var que a TErra é redonda e não plana e ainda mostrou que os oceanos comunicavam entre si.
   Para homenagear o seu feito tem o seu nome no estreito que faz a ligação do Atlântico para o Pacífico, assim como em alguns sítios da América do Sul, a que ficou ligado.

Alexandre. 5.º FB

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Animais marinhos (VIII)

 Peixe balão de pintas negras

Este peixe balão
É muito comum
Vive nos recifes
Como qualquer um.

É colorido
Por natureza
E é apreciado
Pela sua beleza.

Quando ameaçado
Incha o seu corpo
De modo a intimidar
Quem o vai agarrar.

Alimenta-se de corais,
Crustáceos e moluscos,
Algas e muito mais,
Que delícia de petiscos.

No Japão é iguaria,
Mas cuidado ao prepará-lo.
Se não for um bom chefe
A qualquer um pode matá-lo.

O seu veneno é tóxico,
Faz parte da sua espécie.
A sua casa é mar,
Que devemos respeitar.
Tiago Rolo, 5.º FB

Animais marinhos (VII)

 O golfinho nariz de garrafa



Eu sou um golfinho feliz.
Quando salto toda a gente diz:
Nada pelo mar sem parar.
Mergulho quando quero brincar.

Brinco e rebolo com a minha graçola.
Nado, nado sem parar até me cansar.
É assim a minha vida no mar. 

Paulo Martins, 5.º FB

Animais marinhos (VI)

                                                                              Viola-comum


A viola-comum sempre enterrada
nunca a vemos e é mal educada
Não sei o que fazer para a encontrar
só se sabe esconder e eu procurar.

Tem cabeça semelhante a uma raia
corpo em forma de tubarão
pode ter de quatro a dez crias
e tudo isto é uma confusão.

Ela é muito brincalhona
tem o nome inesquecível
é muito siorrateira
e tudo isto é uma brincadeira.

Não sei mais o que falar
sobre a minha espécie
só tenho isto a dizer
e é uma boa espécie.

Vou falar só mais um pouco
vive no Oceano Atlântico,
vive onde ela gosta
e é muito espontâneo.

Talvez goste do seu corpo,
mas há também quem não goste
e é muito diferente
e tudo isso é existente.

Existe na realidade
podemos observar no Oceano,
porém não a vamos encontrar, pois como
 eu disse em cima, eu só a tento procurar.   
Nádia Arantes, 5.ºFB

Animais marinhos (V)

                                                                               Peixe-palhaço


Esse peixe-palhaço
é o rei do pedaço.
Ele sabe jogar à bola
e não reclama cansaço.

E os outros peixes gritam:
vejam que golaço!
É um verdadeiro campeão
esse peixe-palhaço!

O peixe-palhaço
é um animal 
engraçado.

Para além de
ser alaranjado
por muitas pessoas
foi comprado.

A sua cauda 
é arredondada
e não é enganado
por nada.

Além de ser
pequeno não
possui nenhum
veneno.

Ele é constituído
por um corpo plano,
as suas riscas são
de um peixe que 
vive nos corais.

Manel Sá, 5.º FB



Animais marinhos (IV)

 Peixe Pau-Lira
Cabeça grande,
Machos coloridos.
Peixe Pau-Lira
de trinta centímetros.

Fêmeas não tão coloridas,
mas muito catitas..
Reproduzem-se tanto,
que a conservação é pouca.

De um a quatrocentas e trinta metros
vivem eles.
E tão cientista que
seu nome é Callianymus Lyra.

Gostam de comer
a sua papinha.
Vermes e crustáceos
Hum!, que delícia!


Confundem-se com o Peixe-Pau-Molhado,
rabudo, listado e
pintado que o pintor o pintou.
Inês Santos, 5.º FB

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Animais marinhos (III)

 

O cavalo marinho de barriga

O cavalo marinho de barriga
Atinge grandes dimensões
É o oposto da formiga
E só nos traz confusões.

Não trota na terra
Mas nada no mar
Entre esponjas e algas
Ele consegue escapar.

São caçadores
Por emboscada
Sugando as presas
Que petiscada!

Seus olhos giram
Em busca de alimento
Mas são indefesos
A qualquer momento.

O homem é mau
E captura a espécie
Degrada o ambiente
Que falta de mente!

Vende-o ao barato
Como lembrança
Coitada da espécie
É esta a sentença.

Francisca  Rolo, 5.º FB

Animais marinhos (II)

 

O cavalo marinho

O cavalo marinho
nunca fica sozinho
fica camuflado
nunca sai cansado.

O dragão-marinho comum
é um dos únicos incomuns
que leva os seus filhotes
na corrida que são uns malandretes.

O seu corpo não tem escamas
e não dorme na cama.
A sua boca em forma de tubo
consegue sugar o mundo.

Alexandre, 5.º FB

Semana das Línguas

 


Animais marinhos (I)


Morsa 

A morsa é grande
não a deixes que mande.
Vive no Ártico
e é um animal quântico.
a fêmea chega a dois metros
e com a boca parte os astros.

A pele fica espessa
como na cabeça.
Uma barbatana caudal
a velocidade é anormal.
andam mal em terra
e não têm qualquer guelra.

Tartaruga

Tem uma carapaça
e nada lhe passa.
Placas dérmicas
e epidérmicas.
Torno de 356 espécies
não as denuncies.

Uma caixa toráxica
ela não é jurássica.
Retração do pescoço
não vai ser o almoço.
Com dados moleculares
não as percas nos mares.

Urso Polar

Urso polar vai atacar
a foca à beira mar.
Um mamífero carnívoro
mas não herbívoro.
Amigo urso pardo
Ele chama-se Eduardo.

Subpopulações em declínio
um urso duro mas não feito de alumínio.
Chave na vida natural
e chave material.
Ele vive no Ártico
e é antipático.

Afonso Ribeiro, 5.º FB