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quinta-feira, 5 de março de 2020

Leituras na biblioteca

Matilde Rosa Araújo, um olhar de menina é um livro de Adélia Carvalho que nos devolve a infância da autora das Fadas Verdes, entre tantas obras importantes da literatura infantil do século passado. O livro ilustrado por Marta Madureira foi objeto de leitura orientada com alunos do 3.º e 4.ºs anos. Entre alguns dos produtos construídos estão a representação visual da história nos seus elementos mais marcantes.

 
Núria César, 4.ºFH

 
Leonor Cruz, 4.ºFH

Matilde Pimenta, 4.ºFH

Leituras na Biblioteca

O que as imagens nos dizem? Como construímos uma narrativa com alguns sinais visuais? Como os relacionamos? Uma menina, uma laranjeira, uma árvore de fruto, um circo, a praia, como as ligamos? Algumas respostas...


Era uma vez uma menina que gostava muito da natureza, em especial das árvores, dos animais e sentia-se muito feliz. 
Todos os dias ela ia brincar ao ar livre.
As suas estações do ano preferidas eram o verão e a primavera, pois podia ir mais vezes para a natureza.
No verão ela gostava muito de ir nadar no mar da praia. E na Primavera gostava de ouvir os pássaros a cantar as suas melodias.
Ela era uma menina saudável porque comia muitos frutos. A sua árvore preferida era a laranja.
Ela sentia-se muito feliz na natureza.

Leonor Cruz, 4.ºF

terça-feira, 3 de março de 2020

Leituras na Biblioteca (X)


Era uma vez uma menina com cabelos caídos até aos ombros.
Chamava-se Matilde. Olhava para tudo como se fosse sempre a primeira vez.

Matilde vivia numa quinta dos avós. Aí havia um grande jardim de rosas vermelhas e violetas rasteiras. A porta da entrada era decorada por uma frondosa trepadeira de flores que ora pareciam azuis ora roxas. Matilde chamava-lhe Buga. 

Nas noites quentes, quando o cheiro da trepadeira inundava o jardim, Matilde e a amiga dela que, quando o seu gato dourado morreu, quis que ele ficasse sepultado junto às suas raízes. Desta forma, o gato durado continuaria ali com ela e com o  Pastor, os seu cão branco, de olhos castanhos e doces, que todos os dias ia para lá  ladrar e fazer buraquinhos na terra, como que a chamar o companheiro de antigas brincadeiras. Às vezes, o Pastor levava-lhe ossos.
Mas, como os gatos não gostam de ossos, era ele que os comia.

No jardim havia ainda espaço para algumas árvores de fruto: laranjeiras, macieiras, cerejeiras e oliveiras com folhas cor de prata. Matilde gostava especialmente de uma das laranjeiras. Devido ao amor que sentia por ela, ficou com a alcunha de Laranjinha. Essa árvore tinha um tronco forte onde, bem no meio, havia uma covinha que parecia um banco. 

Matilde sentava-se aí a ler poemas em voz alta para a laranjeira, para os pássaros e para as formigas que ali passavam em carreirinho. Ela gostava de ouvir o som das palavras, para as saborear com todos os sentidos. Procurava a música própria de cada uma e a seguir desenhava-as cuidadosamente, letra por letra. No fim, surgiram palavras de todos os tamanhos, cores e feitios.

Matilde Rosa Araújo: um olhar de menina / texto Adélia Carvalho ; il. Marta Madureira. - 2ª ed., rev. - Porto : Tcharan, 2017.