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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Sarau solidário - Olhares sobre os direitos das crianças

A CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Esposende) organiza no dia treze de novembro um sarau solidário que se destina a colaborar com um Centro de Nutrição que apoia crianças desfavorecidasno Haiti. O agrupamento António Rodrigues Sampaio e as suas bibliotecas escolares associam-se a este evento.

Este evento terá lugar no dia 13 de novembro, às 21.00h, no Auditório Municipal de Esposende e contará contará com a participação de alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do nosso Agrupamento. A participação dos alunos será feita através da leitura, da poesia e da dança, onde darão a sua voz e expressão à temática escolhida, “Olhares sobre os Direitos da Criança“. 

A aquisição de bilhetes, cujo custo é de cinco euros deve ser feito previamente e a mesma pode ser feita através das bibliotecas escolares. O Agrupamento António Correia de Oliveira e a Escola Secundária Henrique Medina participarão igualmente neste evento.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Mês internacional das Bibliotecas escolares | 2019


outubro é o mês escolhido em cada ano pela IASL (International  Association of School Librarianship) para destacar de uma forma particular as bibliotecas escolares. Ao longo do mês com destaque numa semana, ou num dia procura-se mostrar como as bibliotecas escolares são importantes para os objetivos de uma organização escolar e ou de uma comunidade.

Todos os anos é escolhido um tema. O de 2019 é “Let’s Imagine”, o que significa “Vamos Imaginar” e é apresentado como suporte de um conjunto de iniciativas que a IASL tinha destacado tematicamente no mesmo ano na sua conferência “Convergência – Empoderamento – Transformação: Bibliotecas Escolares”.

A apresentação deste tema conduz-nos para um eixo de exploração temática muito significativo. Ele tenta incentivar a participação de todos numa celebração que procura ligar um vínculo essencial para a construção da cidadania. Esse vínculo é a relação que se pode criar entre livros, leituras e bibliotecas escolares e a imaginação. Nos próximos dias daremos algumas informações sobre o modo como o Agrupamento irá promover esta temática que nos conduz de uma forma muito particular, a algo que pode ser um agente de mudança e de criatividade, a imaginação.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

A Biblioteca e a escola - ideias de ação


As bibliotecas escolares podem ser uma ferramenta transformadora de um espaço educativo. Essa possibilidade depende da sua capacidade de se fixar no centro de uma comunidade escolar e de assumir o seu papel enquanto instrumento de promoção de melhores aprendizagens. 
No presente ano letivo, o Ministério da Educação decidiu dar continuidade às prioridades de atuação das Bibliotecas Escolares, já definidas em anos anteriores e indicou-as do seguinte modo:

1. Um trabalho mais aprofundado com as escolas de 1.º ciclo, integrando as bibliotecas nas dinâmicas de trabalho em sala de aula e incentivando a formação dos professores titulares de turma em práticas de formação de leitores e dinamização de literacia familiar;

2. A implementação do referencial “Aprender com a Biblioteca Escolar”, que estabelece metodologias de trabalho cooperativo entre professores, colocando a biblioteca no centro das atividades da escola. Este referencial procura estimular a construção da ação das bibliotecas escolares como mediadores de aprendizagens;

3. A promoção de um trabalho de avaliação das literacias, através do desenvolvimento de instrumentos que permitam a avaliação da competência leitora;

4. A promoção da flexibilidade curricular a partir da biblioteca escolar, enquanto espaço privilegiado, onde se cruzam áreas diversas do conhecimento e do acesso a múltiplos recursos;

5. A implementação da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania. Esta procura que também as bibliotecas possam ser instrumentos de participação dos alunos naquilo que os envolve nos temas do quotidiano e da atualidade, no acesso a recursos que lhes permitam desenvolver a capacidade crítica;

6. O reforço das literacias digitais, através da promoção de leitura nos seus diferentes formatos.


As palavras...

Está a vida nos livros? Claramente, não! Então que respiração fazemos com elas? A vida expande-se, ultrapassa os limites que podemos querer colocar e, na verdade não existe forma de expressão que a contenha em toda a sua multiplicidade. As palavras, as imagens, as formas são linguagens de representação do mundo. Cada civilização construiu a forma de nomear as coisas, de lhe dar um valor, de construir uma voz interior que desse significado a uma forma de vida, a uma visão do mundo.

Os livros são um dos objetos primordiais do que podemos chamar uma civilização. O que fazemos com eles não é a de adivinhar a vida, ou a de a descrever no seu sentido global. O que fazemos com eles é guardar a memória e as inquietações formuladas antes de nós. Elas são importantes porque com elas descobrimos que nos livros, as suas palavras nos fazem pensar melhor, afinal que podemos evoluir como pessoas, como sociedade. Apesar dos múltiplos écrans estamos muito sós, nas palavras que queremos dizer, na voz que não se ouve. As nossas palavras são manifestações de uma respiração que se escuta mal sob um ruído dominante dos media e de um poder formatado demasiadas vezes para os lugares comuns. 

Com a leitura podemos aceder a grandes possibilidades. É com ela que nos descobrimos, que verificamos que valores nos conduzem e que linhas de encontros conseguimos estabelecer com os outros. Os livros revelam a nossa autobiografia, falam muito do que somos, dos conhecimentos que multiplicamos, nas ideias que apreendemos e da perceção que temos do mundo e de nós próprios. 

Existem muitos livros, de diferentes géneros, de significativa diversidade. Eles, na sua diversidade constroem geografias de sentimentos, formas de ser, modos de pensar e de construir o mundo e são por isso um património de um profundo enriquecimento pessoal. Com eles fazemos viagens ligando o passado e o presente, numa ideia de algo a construir, a sonhar, embora nunca lá estejamos, esse futuro por viver. Os livros são por isso, caminhantes de ideias e lugares, por onde passámos e onde eles chegarão. Com eles vivemos a possível eternidade. 

Os livros são objetos que nascem com as palavras, emergem na linguagem e ao nomeá-las, estamos a dar-lhes a substância de existirem, mesmo que se refiram ao que não temos, mesmo que sejam os sonhos antes dos sonhos, ou tão só a respiração de ver o que se ama. Os livros e a leitura confirmam essa possibilidade maior de aceitarmos em partilha as vozes que nos chamam para o reconhecimento múltiplo da humanidade. São por isso objetos acima do espaço e do tempo, o que lhes dá e às bibliotecas a ideia de uma divindade, onde cada um pode chegar.


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Das Bibliotecas


"A Biblioteca terá que ser o centro da sociedade. O homem é um animal leitor, leitor do mundo. Procuramos as constelações da narração: quem são os outros e onde estamos. Desenvolvemos o poder da imaginação. Somos capazes de criar o mundo, antes mesmo da criação do mundo.
As bibliotecas são a memória privada e a memória pública. A biblioteca é autobiografia de cada um.É o rosto de cada um de nós. As bibliotecas são também a biografia da sociedade, a sua identidade. As bibliotecas públicas são o rosto da comunidade.
Nós somos o que a biblioteca nos recorda o que somos. Um livro conta a experiência de cada um, onde estão as paixões mais secretas e os desejos mais íntimos. "Clínica da alma" é a sua melhor definição. A centralidade da atividade inteletual está na clínica da alma!"...

Alberto Manguel, "Reading and Libraries", 11º Congresso da BAD